Comunidades quilombolas buscam reparação de mineradora em Paracatu
Famílias quilombolas de Paracatu negociam indenização bilionária com a Kinross Gold por danos socioambientais e contaminação por arsênio.
Pontos principais
- Cerca de 1,3 mil famílias quilombolas buscam reparação por danos territoriais e ambientais.
- Negociações extrajudiciais com a Kinross Gold podem variar entre R$ 500 milhões e R$ 1,2 bilhão.
- Perícias do MPF identificaram níveis elevados de arsênio em moradores e no ar da região.
- Ação civil pública foi suspensa por 60 dias para tentativa de acordo até novembro.
Cerca de 1,3 mil famílias de três comunidades quilombolas em Paracatu, Minas Gerais, buscam reparação judicial por danos socioambientais e territoriais decorrentes da operação da mineradora Kinross Gold Corporation. O Ministério Público Federal, por meio do procurador regional José Adércio Leite Sampaio, conduz negociações para um acordo extrajudicial que pode oscilar entre R$ 500 milhões e R$ 1,2 bilhão. O caso ganhou urgência após perícias detectarem níveis elevados de arsênio na urina de moradores e no material particulado do ar próximo à mina Morro do Ouro.
O julgamento da ação civil pública foi suspenso por 60 dias para permitir que as partes alcancem um entendimento, com expectativa de resolução até novembro. Em nota, a Kinross Gold informou que acompanha o trâmite do processo e mantém interlocução com os órgãos competentes, optando por não comentar o mérito das alegações enquanto as negociações seguem em curso.
