Alta nos custos do gás trava projetos de termelétricas no Sudeste Asiático
O aumento dos preços do gás natural e gargalos logísticos levam países asiáticos a revisar planos de energia e priorizar fontes renováveis.
Pontos principais
- Apenas 14,9 GW dos 53 GW em projetos de termelétricas previstos para o Sudeste Asiático devem operar até 2030.
- O Vietnã enfrenta os maiores atrasos, com 25,7 GW em projetos sob risco de não conclusão nesta década.
- A escassez global de turbinas e equipamentos tem dificultado a expansão da infraestrutura elétrica regional.
- Países como Bangladesh e Tailândia estão redirecionando investimentos para a expansão da energia solar.
- A demanda por gás natural liquefeito na região deve saltar de 27 milhões de toneladas em 2025 para 39 milhões em 2028.
O Sudeste Asiático enfrenta um cenário de incertezas para o setor elétrico devido à escalada dos custos do gás natural e a dificuldades logísticas globais. De um total de 53 gigawatts em projetos de geração a gás planejados para a região, apenas 14,9 GW possuem previsão de entrada em operação até 2030. O Vietnã é o país mais impactado, concentrando cerca de 25,7 GW em projetos que correm o risco de não serem concretizados dentro do prazo estipulado.
Diante desse cenário, nações como Bangladesh e Tailândia começaram a revisar suas estratégias energéticas, priorizando o desenvolvimento de fontes renováveis como a solar e a eólica. A Agência Internacional de Energia estima que essas fontes representem 11% da matriz energética regional até o final da década. Apesar da transição, a demanda por gás natural liquefeito na região ainda deve crescer significativamente, saltando de 27 milhões de toneladas em 2025 para 39 milhões até 2028.
