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Alta nos custos do gás trava projetos de termelétricas no Sudeste Asiático

O aumento dos preços do gás natural e gargalos logísticos levam países asiáticos a revisar planos de energia e priorizar fontes renováveis.

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14/10 às 10:01

Pontos principais

  • Apenas 14,9 GW dos 53 GW em projetos de termelétricas previstos para o Sudeste Asiático devem operar até 2030.
  • O Vietnã enfrenta os maiores atrasos, com 25,7 GW em projetos sob risco de não conclusão nesta década.
  • A escassez global de turbinas e equipamentos tem dificultado a expansão da infraestrutura elétrica regional.
  • Países como Bangladesh e Tailândia estão redirecionando investimentos para a expansão da energia solar.
  • A demanda por gás natural liquefeito na região deve saltar de 27 milhões de toneladas em 2025 para 39 milhões em 2028.

O Sudeste Asiático enfrenta um cenário de incertezas para o setor elétrico devido à escalada dos custos do gás natural e a dificuldades logísticas globais. De um total de 53 gigawatts em projetos de geração a gás planejados para a região, apenas 14,9 GW possuem previsão de entrada em operação até 2030. O Vietnã é o país mais impactado, concentrando cerca de 25,7 GW em projetos que correm o risco de não serem concretizados dentro do prazo estipulado.

Diante desse cenário, nações como Bangladesh e Tailândia começaram a revisar suas estratégias energéticas, priorizando o desenvolvimento de fontes renováveis como a solar e a eólica. A Agência Internacional de Energia estima que essas fontes representem 11% da matriz energética regional até o final da década. Apesar da transição, a demanda por gás natural liquefeito na região ainda deve crescer significativamente, saltando de 27 milhões de toneladas em 2025 para 39 milhões até 2028.

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