Startup Giraffe Bio capta US$ 6,4 milhões para extração de cobre
A Giraffe Bio levantou US$ 6,4 milhões para desenvolver biomoléculas sob medida que, segundo a empresa, podem aumentar em até 5% a recuperação de cobre nas minas.
Pontos principais
- A rodada seed de US$ 6,4 milhões é liderada pela Orion Industrial Ventures, com participação de BHP Ventures, Twynam, Air Capital e Baruch Future Ventures.
- Segundo o CEO, Alejandro Buffo Sempé, o método pode elevar em até 5% a recuperação de cobre, número que ele considera muito relevante, já que a maioria das operações ficaria satisfeita com 1% a 2%.
- Os compostos são desenvolvidos sob medida para o mineral de cada mina, a partir de microrganismos projetados e cultivados em biorreatores.
- Eles entram no processo de flotação já existente e substituem químicos que, segundo o CEO, costumam ser muito nocivos ao meio ambiente.
- A Giraffe Bio também desenvolve depressores, compostos que prendem elementos indesejados, como o arsênio, e os fazem afundar.
- A empresa começa pelo cobre, mas diz que a plataforma pode ser adaptada a outros minerais, como ouro e prata.
- Projeções apontam déficit de 25% na oferta de cobre até 2040, e tipicamente apenas 0,3% das minas prospectadas chegam a operar.
Para levar a tecnologia para fora do laboratório, a Giraffe Bio captou US$ 6,4 milhões em uma rodada seed liderada pela Orion Industrial Ventures. A empresa cultiva microrganismos projetados em biorreatores, que produzem os compostos, e não aplica bactérias diretamente sobre o minério.
Os compostos são inseridos no processo de flotação já existente da mina, em que químicos fazem os minerais flutuar ou afundar em um tanque de água, para que o operador retire na superfície o material desejado. Segundo o CEO e cofundador, Alejandro Buffo Sempé, a vantagem é dispensar a manutenção de micróbios vivos, algo muito complicado em ambientes de mineração. Ele diz que os compostos também substituem químicos muito nocivos ao meio ambiente.
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