Presidente da Blackstone alerta para riscos fiscais em economias ocidentais
Em Nova Délhi, na Índia, Jonathan Gray diz que governos ocidentais terão escolhas difíceis pela falta de sustentabilidade fiscal, com risco maior na Europa do que nos Estados Unidos.
Pontos principais
- Gray aponta a falta de sustentabilidade fiscal dos governos ocidentais como risco, e diz que a tecnologia segue sendo o maior risco existencial, mas de movimento lento.
- Governos com déficits acima de 100% do PIB e sem caminho para reverter a curva enfrentam problemas de acessibilidade, sobretudo em habitação, e terão de fazer escolhas difíceis em impostos e serviços sociais.
- Na Europa continental, França e Reino Unido, Gray cita crescimento perto de 1% e déficits muito grandes.
- Nos Estados Unidos, o crescimento é bem mais alto, e Gray diz que as pessoas subestimam quanto ele virá do investimento em IA e dos ganhos de produtividade.
- Para atrair capital, Gray diz que governos podem, com pouco custo, simplificar regras e tornar os impostos mais claros.
O presidente e COO da Blackstone, Jonathan Gray, disse em Nova Délhi, na Índia, que os governos ocidentais enfrentam falta de sustentabilidade fiscal. Países emergentes foram mais responsáveis, afirma ele, e agora o mercado de títulos faz um acerto de contas, pressionado pela demanda de capital para IA e guerras.
Gray diz que o desafio agora está mais concentrado na França, no Reino Unido e na Europa continental, e que esses ajustes costumam vir em crises, como na Grécia. Nos Estados Unidos, o país também terá escolhas difíceis, mas um crescimento mais alto dá mais margem.
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
