94% dos clubes das cinco principais divisões inglesas tiveram prejuízo
O regulador do futebol inglês (IFR) diz que 94% dos clubes das cinco principais divisões tiveram prejuízo em 2025/26 e que a grande maioria dos clubes da EFL e da National League depende de aportes dos donos.
Pontos principais
- Na Premier League, o prejuízo médio foi de £ 20 milhões em 2021/22 para £ 44 milhões em 2025/26; na Championship, chegou a £ 22 milhões em 2025/26, depois de ficar entre £ 11 e £ 13 milhões até 2024/25.
- Mais de 60% dos clubes da EFL e da National League têm passivos maiores que o valor contábil dos ativos, o que o IFR chama de insolvência técnica; na Premier League, são 20%.
- Dos 112 clubes que informaram dados ao IFR, 66% disseram não sobreviver mais de 90 dias sem novos aportes do dono, e 29% não passariam de 30 dias.
- 17 clubes da EFL e da National League têm custos sem jogadores maiores que a receita total, e teriam prejuízo mesmo que o elenco jogasse de graça.
- A dívida líquida com transferências dos clubes ingleses é de £ 3,4 bilhões em 2025/26: £ 4,8 bilhões a pagar, contra £ 1,5 bilhão a receber.
- A maioria dos clubes da EFL e da National League não tem plano de contingência para a retirada do financiamento do dono.
- A Lei de Governança do Futebol exige que os clubes tenham 'recursos financeiros adequados' até maio de 2030; o IFR exige testes de estresse com planos de mitigação até maio de 2028 e prevê acordar planos com os clubes antes da temporada 2027/28.
O Órgão Regulador Independente do Futebol (IFR), da Inglaterra, divulgou o rascunho de seu relatório 'State of the Game', que analisa as finanças do futebol masculino profissional inglês entre 2021/22 e 2025/26. Para o regulador, o problema não está só no crescimento das receitas, mas em como elas são distribuídas e gastas: o custo médio com salários de jogadores subiu 33% na Premier League e 71% na League One nesse período. O IFR também diz que o sistema de pagamentos de paraquedas incentiva clubes da Championship a gastar acima do que podem.
Sobre a distribuição de receitas, o IFR diz preferir que a Premier League e a EFL cheguem a um novo acordo, e afirma que vem trabalhando com as duas nesse sentido. O rascunho não fixa esse modelo. Se não houver acordo e uma das competições acionar a Parte 6 da lei, o IFR pode determinar mediação obrigatória e, sem acordo, uma ordem que fixe como as receitas serão distribuídas.
Se o futebol não encontrar solução, o IFR diz que considerará os próximos passos e usará todos os poderes de que dispõe. Os comentários sobre o rascunho podem ser enviados até 8 de dezembro de 2026. O levantamento também não traz análise aprofundada da janela de transferências do verão de 2026.
Cobertura da mídia
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Máquina do Esporte • 13 out, 16:57
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InfoMoney • 13 out, 15:28
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