FBI alerta sobre infiltração de trabalhadores de TI norte-coreanos em empresas
Nos EUA, o FBI alerta que trabalhadores de TI norte-coreanos usam identidades roubadas e a ajuda de americanos e terceiros para conseguir vagas em empresas e financiar o governo de Pyongyang.
Pontos principais
- O FBI diz que a Coreia do Norte atua com milhares de trabalhadores de TI remotos controlados pelo Estado.
- Dezenas de equipes contratam americanos e terceiros, sobretudo no Paquistão, na Índia e na Nigéria, para se candidatar a vagas, fazer entrevistas e executar o trabalho remoto.
- Facilitadores mantêm computadores de trabalho conectados à internet em residências, as chamadas 'laptop farms', e as equipes passaram a usar mais fazendas, com menos máquinas em cada uma.
- Muitos nomes e endereços informados às empresas são de identidades roubadas, e os atores compram licenças de verificadores para passar nas checagens de antecedentes.
- Depois do desligamento, os atores fazem ameaças de morte a ex-gestores e às famílias para obter pagamentos adicionais.
- Os atores miram vagas em empresas de defesa com autorização de segurança e em empresas com contratos com o governo americano, além de militares da ativa para hospedar notebooks.
- Para empresas, o FBI recomenda a abordagem 'identity in depth', que combina sinais fracos, como software de acesso remoto e KVMs por IP, em vez de listas de bloqueio, que a agência considera pouco confiáveis.
- Entre 85% e 90% da receita gerada pelos atores vai para o governo norte-coreano, que a usa em armas nucleares e outros programas militares, segundo o FBI.
O FBI atualizou seu alerta sobre trabalhadores de TI norte-coreanos, que, segundo a agência, recorrem cada vez mais a facilitadores, americanos conscientes ou não, para conseguir empregos nos EUA e esconder a própria atuação. Esses facilitadores fazem entrevistas no lugar dos candidatos, aparecem em câmeras, verificam identidades falsas, cedem contas em redes sociais e profissionais, recebem e enviam pacotes e fazem exames de urina ou coletam impressões digitais. A agência afirma que essas atividades são ilegais e expõem quem participa ao escrutínio das autoridades.
Segundo o FBI, nenhum indicador isolado identifica esses trabalhadores de forma confiável, porque os sinais se sobrepõem aos do trabalho remoto legítimo. Por isso, a agência diz que conter a infiltração sem prejudicar a contratação remota exige calibragem cuidadosa das detecções, já que controles agressivos geram falsos positivos que atingem funcionários e candidatos reais. Vítimas ou pessoas abordadas devem procurar o escritório local do FBI ou registrar queixa no IC3.
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