Etiópia comunica à ONU medidas de defesa contra a Eritreia
O governo etíope invocou o direito de legítima defesa na ONU, acusando a Eritreia de incursões militares e ocupação de território no norte do país.
Pontos principais
- Etiópia invocou o Artigo 51 da Carta da ONU para justificar ações militares contra a Eritreia.
- Governo etíope alega que tropas eritreias invadiram seu território e apoiam grupos insurgentes.
- Eritreia nega as acusações e aponta que a Etiópia busca acesso ao Mar Vermelho.
- Relações diplomáticas foram rompidas após a expulsão de diplomatas eritreus pela Etiópia.
- Relatos indicam avanços de forças aliadas ao governo etíope na região de Tigray.
O governo da Etiópia enviou uma carta formal ao Conselho de Segurança das Nações Unidas invocando o Artigo 51 da Carta da ONU para justificar medidas de legítima defesa contra a Eritreia. As autoridades etíopes acusam o país vizinho de realizar incursões militares em seu território e de fornecer apoio logístico a grupos insurgentes que operam no norte do país. A situação na região de Tigray permanece tensa, com relatos de avanços de forças aliadas ao governo central em diversas cidades, enquanto a estabilidade em Mekelle é considerada precária.
Em resposta, o ministro da Informação da Eritreia, Yemane Gebremeskel, negou as alegações de incursão e classificou as movimentações etíopes como um ato de agressão motivado por ambições territoriais, especificamente o desejo de acesso ao Mar Vermelho. O clima de hostilidade entre as nações escalou recentemente, culminando no rompimento das relações diplomáticas e na expulsão de diplomatas eritreus da Etiópia, aprofundando a crise na região do Chifre da África.
