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Prefeito de Kiev diz que capital ucraniana entrou em “modo de sobrevivência”

Na Ucrânia, o prefeito de Kiev diz que a capital entrou em modo de sobrevivência após ataques russos a pontes e à rede elétrica, e descarta convocar evacuação total.

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Foto: BBC World
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09/10 às 03:00 · atualizado 07:32

Pontos principais

  • Segundo a AFP, a Rússia ampliou ataques diurnos com mísseis e drones contra Kiev nas últimas semanas, visando pontes e o centro da cidade.
  • O departamento de saúde da administração estatal de Kiev, em dados obtidos pela AFP, contabiliza ao menos 534 mortos em ataques russos desde 2022, 189 deles em 2026, número que já supera todo o ano de 2025.
  • Klitschko diz que quem tem amigos ou parentes fora da capital deve considerar sair temporariamente, sugestão que já gerou críticas em 2025, mas afirma que nunca convocaria uma evacuação total.
  • Os ataques causaram cortes de energia rotativos e deixaram partes de Kiev sem água por várias horas nesta semana; o metrô foi suspenso temporariamente horas após a entrevista, por falta de energia.
  • A cidade constrói sistemas de aquecimento de reserva e estoca combustível, comida e água potável; no inverno passado, aquecimento e eletricidade ficaram fora por dias, com temperaturas de -20 °C.
  • Com os ataques a pontes sobre o Dnipro, que suspenderam o trânsito em toda a cidade, a prefeitura desenvolve travessias por pontões; a população diurna de Kiev, incluindo quem se desloca para trabalhar, é de cerca de 3,5 milhões.

Na Ucrânia, o prefeito Vitaly Klitschko disse à AFP que Kiev entrou em modo de sobrevivência. “Todos os dias chegam novas notícias de prédios destruídos, de pessoas feridas ou mortas tragicamente”, disse ele. “Hoje, a questão é sobreviver.” Na quinta-feira, três pessoas morreram em ataques russos na cidade, e um alerta aéreo soou enquanto ele falava.

Sobre deixar a cidade, Klitschko afirma que a evacuação total é justamente o que Putin quer: “o melhor cenário para Putin é que todos nós saiamos e entreguemos a ele nossas cidades vazias e nosso país”. Sobre o inverno, ele diz que “não importa quão bem nos preparemos, se a defesa aérea falhar, podemos chegar ao pior cenário”, e alerta para uma crise “de grande escala” caso a infraestrutura de água seja afetada.

O prefeito atribui parte das falhas ao governo do presidente Volodymyr Zelensky, com quem mantém atritos antigos, e diz que as acusações de atraso no planejamento do inverno são infundadas. “Procurar culpados não aquece ninguém”, afirmou. Segundo ele, a cidade trabalha com “tempo limitado, financiamento limitado e um número limitado de trabalhadores”.

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