Empresários planejam expansão da marca Reebok com academias no Brasil
José e Raffael Marfará planejam a Reebok Gym, academia boutique a ser expandida por licenciamento no Brasil.
Pontos principais
- José Marfará assinou um contrato de 20 anos para desenvolver a marca Reebok em todo o território nacional.
- A primeira etapa prevê dez unidades da Reebok Gym em diferentes regiões do País; José cita o interior, a praia e o Nordeste, sem nomear as novas praças.
- Cada unidade terá de 1.300 a 1.600 m², com 600 m² de musculação.
- A mensalidade deve ficar entre R$ 400 e R$ 550, contra cerca de R$ 1 mil nas Reebok Sports Club de São Paulo.
- Parceiros locais fazem o investimento e operam as unidades, por licenciamento e não franquia.
- Os Marfará ficam com participações de 5% a 33% e direitos de veto sobre determinadas decisões.
- O investimento estimado é de cerca de R$ 7,5 milhões por unidade, com payback de 24 a 36 meses, dependendo do ramp-up.
- Cada loja deve ter cerca de 250 alunos na abertura e 1.400 na maturidade.
- A Reebok Gym disputa o espaço entre as redes low cost, de olho em quem está disposto a pagar mais por serviço premium.
- Segundo a Health & Fitness Association, o Brasil tem 14,7 milhões de usuários de academias, menos de 7% da população; na conta dos Marfará, 1% desse público seria 147 mil clientes.
José Marfará trouxe a Reebok ao Brasil no início dos anos 2000. Antes disso, fundou a Runner, uma das primeiras academias de luxo de São Paulo. O filho, Raffael, pretendia lançar uma bandeira própria de academias premium; o projeto acabou virando o veículo de expansão da Reebok no País.
Raffael descreve a Reebok Gym como “uma academia premium, com entrega consistente, mas mais acessível”. Para José, o papel da família é outro: “Meu único objetivo de ser sócio é ter o controle da entrega da qualidade. A gente dá tudo que o cara precisa, mas jamais vai botar a mão lá e operar.”
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