SLC Agrícola projeta ampliar área plantada em 2,2% na safra 2026/27
A SLC Agrícola, de Porto Alegre, projeta 854,4 mil hectares plantados no Brasil na safra 2026/27, alta de 2,2% puxada pelo algodão de segunda safra.
Pontos principais
- A área plantada total deve crescer 2,2%, para 854,4 mil hectares, ante 836,1 mil em 2025/26.
- O algodão de segunda safra sobe 12,2%, para 108,2 mil hectares, e é o que puxa a expansão.
- A soja (comercial e semente) cresce 2,9%, para 442,1 mil hectares.
- O algodão de primeira safra cai 10,8%, para 92,2 mil hectares, e o milho de segunda safra recua 2,3%, para 154,6 mil.
- O custo médio orçado é de R$ 7.217 por hectare, alta de 2,2% ante R$ 7.062 (ponderado pelas áreas de 2026/27).
- Já há hedge de preço para 52,9% da soja e 62,2% do algodão da safra 2026/27.
- Para 2027, a previsão é vender 112.500 cabeças de rebanho bovino e produzir 86.280 big bags de sementes.
A SLC Agrícola, companhia brasileira, atribui a expansão ao algodão de segunda safra, viabilizado principalmente pelo aumento da área irrigada, resultado do projeto de investimento que a empresa anunciou em 6 de novembro de 2025. Com a rotação de culturas, a companhia redistribuiu o mix em busca de maior rentabilidade.
Sobre o custo, a empresa associa a alta à elevação dos fertilizantes cotados em dólar e à inflação projetada de 4% para o período. Defensivos mais baratos em dólar e um real mais forte, com câmbio orçado de R$ 5,20 por dólar ante R$ 5,45 no orçamento anterior, compensam parte dessa pressão. Cerca de 57% do custo de produção está indexado ao dólar.
Já há hedge cambial sobre 23,8% da soja e 23,0% do algodão da safra 2026/27. A produção de sementes prevista para 2027 abastece vendas a terceiros, operações intercompany e consumo interno. A própria companhia qualifica os números como intenção inicial e alerta que fatores climáticos podem afetar a área plantada.
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