Pesquisadores demitidos da OpenAI contestam acusações de má conduta
Nos Estados Unidos, três pesquisadores de segurança demitidos da OpenAI negam ter sido a fonte de uma reportagem sobre arquiteturas menos monitoráveis e dizem que o episódio intimida quem segue na empresa.
Pontos principais
- Korbak, Wang e Balesni negam ter sido a fonte da reportagem do The Information sobre arquiteturas menos monitoráveis e dizem não saber quem foi.
- Korbak diz ter seguido as políticas da OpenAI na investigação do incidente com o Hugging Face; Balesni diz que seu trabalho sobre limites a arquiteturas não monitoráveis foi feito com membros do conselho e da C-suite.
- Wang diz que o acesso ao e-mail de um executivo, delegado para recrutamento com permissão, não foi removido pela TI quando ela pediu, e que ao abrir por engano um e-mail sensível avisou o executivo em minutos.
- Os três dizem que nunca foram ouvidos sobre um memorando de conselho citado em rumores e que não compartilharam a demissão com a imprensa.
- Pedem que a OpenAI cumpra os compromissos públicos de integrar auditores externos de segurança, incluindo o acesso contínuo que Sam Altman prometeu a avaliadores independentes em 12 de setembro, e não use as demissões para encerrar o trabalho com a METR.
- Pedem que a OpenAI preserve a monitorabilidade dos modelos de fronteira e não avance com desenvolvimentos que a reduzam.
- Pedem que a OpenAI reafirme uma cultura aberta, em que preocupações de segurança possam ser levantadas interna e externamente.
Os três pesquisadores de segurança e alinhamento demitidos da OpenAI, empresa sediada nos Estados Unidos, escreveram uma carta endereçada aos comitês de segurança e supervisão da companhia. Tomek Korbak, Jasmine Wang e Mikita Balesni afirmam que agiram dentro das normas de trabalho da época e que nunca se engajaram com terceiros fora do mandato de seus cargos.
Segundo eles, a demissão, feita de forma abrupta e pública, e os rumores que a acompanharam deixam colegas sem saber onde estão os limites, em um momento em que boa parte da segurança do mundo depende desses profissionais. Pedem, por isso, que a OpenAI defina como os funcionários podem trabalhar com organizações externas de segurança, para que ninguém tenha de adivinhar as regras.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
