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IA do Google incluiu o diagnóstico final entre as hipóteses em 90% dos casos

Em estudo de viabilidade com 100 pacientes em Boston, nos Estados Unidos, o AMIE, do Google, incluiu o diagnóstico final entre suas hipóteses em 90% dos casos, sem nenhuma interrupção por segurança, mas o desenho de braço único só mostra viabilidade.

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Foto: x.com
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08/10 às 20:11

Pontos principais

  • Estudo de braço único, em um centro, feito de abril a novembro de 2025 no Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston, e divulgado como preprint no arXiv em março de 2026.
  • 100 adultos conversaram por chat de texto com o AMIE até cinco dias antes de uma consulta de urgência; 98 completaram também a consulta com o médico.
  • Supervisores humanos acompanharam todas as conversas em tempo real e não interromperam nenhuma pelos quatro critérios de segurança definidos antes do estudo; em três casos, fizeram observações ao paciente, uma delas para corrigir uma data de cirurgia que o AMIE dera como futura.
  • O diagnóstico final, apurado por revisão de prontuário oito semanas depois, esteve entre as sete primeiras hipóteses do AMIE em 88 de 98 casos (90%), contando sugestões “muito próximas, mas não exatas”; entre as três primeiras, em 73 (75%); em primeiro lugar, em 55 (56%).
  • Na avaliação cega, a qualidade dos diagnósticos diferenciais não diferiu da dos médicos (p = 0,6), mas os planos de manejo dos médicos foram melhores em praticidade (p = 0,003) e custo-efetividade (p = 0,004).
  • A atitude dos pacientes em relação à IA melhorou após a conversa (p < 0,001), mas menos da metade achou que o sistema manteria as informações em sigilo ou parecia honesto e confiável.
  • Entre os 44 médicos que revisaram a conversa antes da consulta, 75% a consideraram útil para a preparação; nenhuma resposta marcou “muito inútil” ou “muito prejudicial”.

Pesquisadores do Google e do Beth Israel Deaconess Medical Center testaram o AMIE, IA que conversa por texto com o paciente antes de consultas de urgência em Boston, nos Estados Unidos, e apresenta ao médico hipóteses diagnósticas.

Os autores concluem que o desenho de braço único, em um só centro, permite mostrar viabilidade, segurança e aceitação inicial, mas dificulta uma avaliação conclusiva da comparação com médicos. Citam como limitação que queixas de urgência podem se resolver sozinhas, sem exame ou acompanhamento.

Em entrevistas com médicos do estudo, eles disseram que a conversa prévia deixou os pacientes mais organizados e menos ansiosos, e que a consulta pôde focar mais no aconselhamento e no manejo.

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