Tecno-otimismo reduz engajamento de cientistas em ações climáticas
Estudo da London School of Economics aponta que cientistas que confiam na tecnologia para resolver o clima agem menos na esfera pessoal e cívica.
Pontos principais
- Cientistas com visão tecno-otimista são 23% menos propensos a assinar petições ou participar de protestos.
- Esse grupo apresenta uma redução de 18% na adoção de mudanças de estilo de vida de alto impacto.
- Mudanças de hábito incluem a redução de voos e a adoção de dietas veganas ou vegetarianas.
- A pesquisa foi conduzida pela London School of Economics para avaliar o comportamento da classe científica.
Um estudo realizado pela London School of Economics revelou que cientistas que depositam grande confiança em soluções tecnológicas para a crise climática tendem a se envolver menos em ações práticas. A pesquisa indica que esse grupo é 23% menos propenso a participar de atividades cívicas, como a assinatura de petições ou a presença em protestos, em comparação com seus pares que possuem uma visão mais cética sobre a capacidade exclusiva da inovação técnica.
Além do engajamento político, o chamado tecno-otimismo também reflete em escolhas individuais. O levantamento aponta que esses profissionais são 18% menos propensos a adotar mudanças de estilo de vida de alto impacto, como a redução de viagens aéreas ou a transição para dietas veganas e vegetarianas. Os resultados sugerem que a crença de que a tecnologia resolverá o aquecimento global pode atuar como um desestímulo para a adoção de medidas imediatas e comportamentais por parte da comunidade científica.
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
