Agricultores na Zâmbia adotam fertilizante caseiro após alta de preços
Com a guerra no Irã elevando custos globais de insumos, agricultores zambianos recorrem ao bokashi para manter a produtividade das lavouras.
Pontos principais
- O bloqueio do Estreito de Hormuz devido ao conflito no Irã encareceu fertilizantes minerais globalmente.
- O bokashi, método de compostagem fermentada, utiliza resíduos agrícolas e esterco para nutrir o solo.
- Estudos da Copperbelt University apontam que o fertilizante orgânico entrega rendimentos similares aos minerais.
- O governo da Zâmbia planeja investir US$ 1,5 bilhão em uma nova fábrica de fertilizantes para reduzir a dependência externa.
A interrupção das rotas comerciais globais causada pelo conflito no Irã gerou uma escalada nos preços dos fertilizantes minerais, impactando severamente a agricultura na Zâmbia. Em resposta, produtores locais têm adotado o bokashi, uma técnica de compostagem fermentada de origem coreana que utiliza resíduos de colheita, esterco e cinzas. A alternativa tem se mostrado eficaz, com pesquisas da Copperbelt University indicando que o composto orgânico oferece rendimentos comparáveis aos insumos industriais tradicionais.
Para mitigar a vulnerabilidade do setor agrícola a choques externos, o governo zambiano busca fortalecer a produção nacional. Recentemente, foi anunciado um investimento de US$ 1,5 bilhão por um conglomerado sino-zambiano para a construção de uma nova fábrica de fertilizantes no país. A iniciativa visa garantir a segurança alimentar e reduzir os custos operacionais para os agricultores a longo prazo, diminuindo a dependência das importações afetadas pela instabilidade geopolítica no Estreito de Hormuz.
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