Avicultores e suinocultores do Paraná enfrentam margens negativas
Alta nos custos de insumos e energia pressiona a rentabilidade de criadores de aves e suínos no Paraná, levando à suspensão de novos investimentos.
Pontos principais
- Margens operacionais ficaram negativas em 2,47% na avicultura e 10,91% na suinocultura em agosto.
- O encarecimento do milho e do farelo de soja, bases da ração, é o principal fator de pressão nos custos.
- Gastos com energia elétrica, óleo diesel e gás também contribuem para a redução do lucro dos produtores.
- Associação Brasileira dos Criadores de Suínos busca estimular o consumo interno para reduzir o excedente.
Produtores de aves e suínos no Paraná relatam dificuldades financeiras severas devido à escalada nos custos de produção. Dados do Deral apontam que a rentabilidade do setor foi impactada negativamente em agosto, com margens negativas de 2,47% na avicultura de corte e 10,91% na suinocultura, forçando muitos criadores a suspenderem novos investimentos no estado.
A pressão sobre o setor é impulsionada principalmente pelo encarecimento de insumos essenciais, como o milho e o farelo de soja, que compõem a ração animal. Além disso, o aumento nos preços de energia elétrica, óleo diesel e gás tem corroído as margens operacionais. Em resposta ao cenário de excedente de produção, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos iniciou uma campanha para incentivar o consumo interno de carne suína e tentar equilibrar o mercado.
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