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Crescimento da Shein na América Latina pressiona varejo brasileiro

Relatório da XP aponta que a expansão da Shein na região desafia varejistas locais com preços competitivos e mudanças estratégicas no portfólio.

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Foto: InfoMoney
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30/09 às 08:01

Pontos principais

  • Vendas da Shein na América Latina impulsionaram alta de 22% na região 'Resto do Mundo' no 2º trimestre de 2026.
  • A empresa registrou quedas de 6% nos EUA e 14% na Europa no mesmo período.
  • A varejista mantém pressão sobre concorrentes brasileiros ao absorver custos de frete.
  • A companhia busca migrar para marcas de maior valor, como a recém-comprada Everlane.
  • Analistas da XP destacam que varejistas locais possuem maior resiliência logística devido às lojas físicas.

O avanço da Shein na América Latina tem gerado um cenário de maior competitividade para o varejo brasileiro. Segundo relatório da XP Investimentos, a companhia registrou um crescimento de 22% nas vendas da região no segundo trimestre de 2026, contrastando com quedas expressivas nos mercados dos Estados Unidos e da Europa. A estratégia de absorver custos de frete, em vez de repassá-los ao consumidor final, mantém uma pressão constante sobre as margens e os preços praticados pelas redes locais.

Para diversificar sua atuação e ampliar o mercado endereçável, a empresa planeja migrar para segmentos de preços mais elevados, movimento exemplificado pela compra da marca Everlane. Apesar do avanço agressivo, analistas da XP ressaltam que as varejistas brasileiras ainda possuem vantagens competitivas importantes. A presença de lojas físicas confere a essas empresas uma menor sensibilidade a choques logísticos, oferecendo um diferencial de entrega e capilaridade que a operação puramente digital da Shein ainda enfrenta desafios para replicar.

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