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Ações da Shein caem 17,5% após estreia na Bolsa de Hong Kong

A varejista enfrenta desvalorização acentuada e prejuízo trimestral, pressionada por mudanças regulatórias globais e custos operacionais elevados.

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Foto: Times Brasil
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04/09 às 13:02, atualizado 20:31

Pontos principais

  • As ações da Shein acumulam queda de 17,5% nos quatro dias após o IPO em Hong Kong.
  • A empresa registrou prejuízo líquido de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026.
  • O valor de mercado atual de US$ 26 bilhões é 70% inferior ao pico de US$ 100 bilhões de 2022.
  • O fim de isenções tarifárias nos EUA e na Europa impactou o modelo de negócios de baixo custo.
  • A companhia levantou US$ 1,7 bilhão na oferta pública inicial de ações.

A estreia da Shein na Bolsa de Hong Kong tem sido marcada por instabilidade, com as ações acumulando uma queda de 17,5% em apenas quatro dias de negociação. O desempenho reflete um cenário desafiador para a varejista, que viu seu valor de mercado recuar para US$ 26 bilhões, uma redução drástica em comparação à avaliação de US$ 100 bilhões alcançada em 2022. Além da desvalorização, a empresa reportou um prejuízo líquido de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026, contrastando com o lucro obtido no mesmo período do ano anterior. A pressão sobre o modelo de negócios da startup é intensificada pelo fim de isenções tarifárias em mercados estratégicos, como Estados Unidos e União Europeia. Para reverter o cenário, analistas apontam a necessidade de diversificação geográfica e a redução da dependência exclusiva de preços baixos.

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