Ações da Shein caem 17,5% após estreia na Bolsa de Hong Kong
A varejista enfrenta desvalorização acentuada e prejuízo trimestral, pressionada por mudanças regulatórias globais e custos operacionais elevados.
Pontos principais
- As ações da Shein acumulam queda de 17,5% nos quatro dias após o IPO em Hong Kong.
- A empresa registrou prejuízo líquido de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026.
- O valor de mercado atual de US$ 26 bilhões é 70% inferior ao pico de US$ 100 bilhões de 2022.
- O fim de isenções tarifárias nos EUA e na Europa impactou o modelo de negócios de baixo custo.
- A companhia levantou US$ 1,7 bilhão na oferta pública inicial de ações.
A estreia da Shein na Bolsa de Hong Kong tem sido marcada por instabilidade, com as ações acumulando uma queda de 17,5% em apenas quatro dias de negociação. O desempenho reflete um cenário desafiador para a varejista, que viu seu valor de mercado recuar para US$ 26 bilhões, uma redução drástica em comparação à avaliação de US$ 100 bilhões alcançada em 2022. Além da desvalorização, a empresa reportou um prejuízo líquido de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026, contrastando com o lucro obtido no mesmo período do ano anterior. A pressão sobre o modelo de negócios da startup é intensificada pelo fim de isenções tarifárias em mercados estratégicos, como Estados Unidos e União Europeia. Para reverter o cenário, analistas apontam a necessidade de diversificação geográfica e a redução da dependência exclusiva de preços baixos.
