Ações de incorporadoras do Minha Casa Minha Vida recuam 18%
Investidores penalizam construtoras de baixa renda devido ao aperto no crédito da Caixa e atrasos operacionais, mas analistas veem exagero.
Pontos principais
- Incorporadoras como Cury, Direcional, MRV, Plano&Plano e Tenda acumularam queda média de 18% nos últimos três meses.
- A Caixa Econômica Federal endureceu critérios de financiamento e vinculou aprovação de projetos à inadimplência das famílias.
- Greve de funcionários da Caixa iniciada em setembro tem atrasado repasses de contratos e prejudicado o fluxo de caixa das empresas.
- O BTG Pactual cortou em até 45% as estimativas de lucro por ação (EPS) para 2027 de empresas como MRV e Plano&Plano.
- Analistas do BTG mantiveram recomendação de compra para o setor, citando que os papéis negociam a múltiplos atrativos de 3 a 5 vezes o lucro.
- A Tenda foi apontada como a preferida dos analistas, com potencial de crescimento de lucro anual de 30% entre 2025 e 2028.
O setor de construção voltado à baixa renda enfrenta um período de forte desvalorização na B3, com investidores reagindo negativamente a restrições impostas pela Caixa Econômica Federal. O endurecimento nas condições de crédito e a greve dos bancários impactaram a velocidade de vendas e a conversão de contratos em caixa, levando bancos como o BTG Pactual a revisar para baixo as projeções de lucro para 2026 e 2027.
Apesar do cenário desafiador, analistas avaliam que a reação do mercado foi excessiva e desproporcional ao impacto real nos fundamentos das companhias. A expectativa é que as restrições de crédito sejam normalizadas e que as incorporadoras se adaptem aos novos modelos operacionais, mantendo recomendações de compra para as empresas do setor devido aos valuations atrativos.
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