Guia Michelin expande atuação e passa a classificar vinícolas
O Guia Michelin iniciou a avaliação de vinícolas com um sistema de uvas, gerando debates no setor sobre a metodologia e critérios adotados.
Pontos principais
- O novo sistema classifica produtores com uma a três uvas, indicando qualidade de boa a excepcional.
- A avaliação baseia-se em cinco critérios: qualidade agronômica, domínio técnico, identidade, equilíbrio e consistência.
- Em Bordeaux, 84 propriedades foram avaliadas, representando uma pequena parcela dos mais de 7 mil châteaux locais.
- Especialistas criticam a falta de transparência na metodologia e o foco na propriedade em vez de safras específicas.
O Guia Michelin expandiu sua tradicional atuação no setor gastronômico ao implementar um sistema de classificação para vinícolas. A nova metodologia utiliza uma escala de uma a três uvas para categorizar produtores como bons, excelentes ou excepcionais, baseando-se em critérios como domínio técnico, identidade e qualidade agronômica. A iniciativa estreou em Bordeaux, onde 84 propriedades foram selecionadas para o projeto piloto.
A decisão, contudo, provocou reações diversas entre especialistas do mercado de vinhos. Críticos apontam uma suposta falta de transparência nos métodos de avaliação e questionam a eficácia de classificar a propriedade em vez de safras específicas. O movimento integra a estratégia de diversificação do guia, que também iniciou a classificação de hotéis em 2024, buscando ampliar sua influência para além dos restaurantes.
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