Indústria de petróleo aponta insegurança fiscal e licenciamento como gargalos
Executivos de petroleiras alertam que impostos e atrasos no licenciamento ambiental no Brasil prejudicam a atração de novos investimentos no setor.
Pontos principais
- Empresas criticam a criação e a prorrogação de impostos sobre a exportação de petróleo.
- O licenciamento ambiental na Bacia da Foz do Amazonas é visto como um entrave que gera insegurança jurídica.
- Executivos da Chevron, TotalEnergies e Prio citam instabilidade fiscal e atrasos em projetos como o Wahoo.
- Países vizinhos como Guiana e Argentina ganham competitividade na disputa por recursos globais.
Executivos de grandes petroleiras, incluindo Chevron, TotalEnergies e Prio, manifestaram preocupação com o ambiente de negócios no Brasil. O setor aponta que a carga tributária elevada, somada à criação de impostos sobre a exportação, compromete o planejamento de longo prazo das empresas. Além disso, a morosidade e a incerteza no processo de licenciamento ambiental, exemplificadas pelo caso da Bacia da Foz do Amazonas, são tratadas como gargalos críticos que elevam o risco jurídico para as operadoras.
Apesar das críticas, o mercado brasileiro permanece relevante devido ao vasto potencial inexplorado do subsolo. Contudo, o setor alerta para o aumento da concorrência regional, com países como Guiana, Suriname, Argentina e Venezuela atraindo investimentos globais que poderiam ser destinados ao Brasil. A estabilidade regulatória e a agilidade nas aprovações ambientais são apontadas como fatores decisivos para que o país mantenha sua competitividade na indústria de óleo e gás.
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