Copel defende usinas hidrelétricas reversíveis como alternativa
A Copel aposta em hidrelétricas reversíveis para armazenamento de energia, buscando maior durabilidade e capacidade frente às baterias químicas.
Pontos principais
- A Copel desenvolve projetos de usinas reversíveis que somam 4 GW de capacidade.
- Usinas reversíveis podem fornecer energia por até 20 horas, superando as 4 horas típicas de baterias.
- A companhia defende que o governo crie leilões de armazenamento neutros, sem foco exclusivo em baterias.
- O custo de uma nova hidrelétrica é estimado em R$ 330/MWh, enquanto renováveis com baterias custam o dobro.
- A empresa planeja apresentar seus projetos em chamada pública da EPE até o final de 2026.
- A Copel também prepara um projeto de 1 GW para a expansão da usina Salto Caxias.
- O setor elétrico brasileiro carece de regulamentação específica para viabilizar o armazenamento por reversíveis.
A Copel está posicionando as usinas hidrelétricas reversíveis como uma alternativa estratégica e de menor custo para garantir a flexibilidade do sistema elétrico brasileiro. Segundo a diretoria da companhia, essa tecnologia, que utiliza dois reservatórios em diferentes altitudes para bombear e gerar água, oferece uma vida útil de até 100 anos e maior robustez no fornecimento de energia em comparação aos sistemas de baterias químicas (BESS).
Atualmente, a empresa desenvolve projetos que totalizam 4 GW de capacidade e busca a criação de um marco regulatório que permita a participação dessas usinas em leilões de capacidade. A Copel argumenta que, embora as baterias tenham instalação mais rápida, as hidrelétricas reversíveis são mais eficientes para o armazenamento de longa duração e para mitigar os efeitos do curtailment, fenômeno em que a geração renovável é desperdiçada por falta de demanda ou restrições na rede.
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