STJ nega habeas corpus ao ex-vereador Milton Leite
O ministro Rogério Schietti manteve a prisão de Milton Leite, investigado por suposta ligação com empresas de ônibus controladas pelo PCC.
Pontos principais
- O ministro Rogério Schietti, do STJ, rejeitou o pedido de liberdade para Milton Leite.
- O ex-vereador está preso desde 18 de setembro no âmbito da Operação Vectura Corrupta.
- Leite é suspeito de ser sócio oculto de empresas de transporte coletivo ligadas ao PCC.
- A decisão judicial visa garantir o avanço das investigações sobre a infiltração de facções no transporte público.
- O escritório do ex-vereador foi alvo de uma invasão criminosa que levou equipamentos de segurança.
O ministro Rogério Schietti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-vereador Milton Leite. O político está detido desde o dia 18 de setembro, alvo da Operação Vectura Corrupta, que apura a suposta participação de Leite como sócio oculto em empresas de transporte coletivo que teriam vínculos com o PCC. Segundo o magistrado, a manutenção da custódia é fundamental para assegurar o prosseguimento das investigações sobre a infiltração de organizações criminosas no sistema de transporte público da capital paulista.
O caso ganha contornos adicionais após o escritório de Leite, localizado em Santo Amaro, ter sido invadido por criminosos no dia 20 de setembro. Durante a ação, os invasores subtraíram o equipamento de gravação das câmeras de segurança, embora tenham deixado valores em dinheiro no local. O ex-vereador já havia sido anteriormente apontado como proprietário de fato da empresa Transwolff durante a Operação Fim da Linha, reforçando o escopo das apurações que buscam desarticular esquemas de lavagem de dinheiro e controle de serviços públicos por facções.
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