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Harley-Davidson enfrenta novas tarifas e retaliações comerciais

A Harley-Davidson absorveu US$ 170 milhões em custos tarifários após novas retaliações comerciais contra produtos americanos.

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Foto: InvestNews
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23/09 às 06:31

Pontos principais

  • O Canadá impôs uma tarifa de 50% sobre motocicletas de grande cilindrada em setembro.
  • A Harley-Davidson absorveu mais de US$ 170 milhões em custos de tarifas retaliatórias nos últimos oito anos.
  • Os EUA proibiram a importação de motocicletas de grande porte do Canadá a partir de 29 de setembro.
  • A empresa transferiu parte da produção para a Tailândia para mitigar o impacto de tarifas europeias.

A Harley-Davidson consolidou-se como um alvo recorrente de tarifas retaliatórias impostas por governos estrangeiros em resposta às políticas comerciais dos Estados Unidos. Recentemente, o Canadá aplicou uma taxa de 50% sobre motocicletas de grande cilindrada, forçando a fabricante a absorver mais de US$ 170 milhões em custos operacionais nos últimos oito anos para evitar o repasse de preços aos consumidores. A marca é frequentemente selecionada para retaliações por representar um símbolo da indústria americana e estar sediada em Wisconsin, um estado estrategicamente relevante no cenário político.

Como resposta à escalada das tensões comerciais, os Estados Unidos anunciaram a proibição total da importação de motocicletas de grande porte provenientes do Canadá a partir de 29 de setembro. A Harley-Davidson já havia adotado medidas de adaptação em ciclos anteriores, como a transferência de parte de sua produção destinada ao mercado europeu para uma fábrica na Tailândia. Essas movimentações refletem a complexidade da cadeia de suprimentos da empresa diante das constantes mudanças nas políticas de comércio exterior sob a gestão de Donald Trump.

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