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Trump bane CNN, MS NOW e Politico da Casa Branca

O presidente Donald Trump proibiu o acesso da CNN, MS NOW e Politico à Casa Branca, alegando que os veículos disseminam notícias falsas e mentiras.

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Foto: Times Brasil
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18/09 às 16:31 · atualizado 17:32

Pontos principais

  • O banimento da CNN, MS NOW e Politico foi anunciado por Donald Trump via Truth Social.
  • O presidente justificou a medida citando a constante publicação de fake news pelos veículos.
  • Trump acusou o Politico de receber assinaturas ilegais de US$ 8 milhões durante a gestão Biden.
  • O presidente ameaçou estender o banimento a outros veículos de imprensa no futuro.
  • A medida enfrenta questionamentos sobre a conformidade com a Primeira Emenda da Constituição dos EUA.
  • Precedentes judiciais de abril de 2025 consideraram restrições similares à imprensa como inconstitucionais.

O presidente Donald Trump anunciou, na última sexta-feira, o banimento imediato da CNN, da MS NOW e do Politico das dependências da Casa Branca. A decisão, comunicada através da plataforma Truth Social, foi justificada pelo presidente sob a alegação de que esses veículos estariam envolvidos em uma "constante reportagem de fake news", além de disseminarem "ficção e mentiras" sobre sua administração e o país. Trump afirmou que a imprensa não deveria ter liberdade para publicar conteúdos que ele considera falsos ao cobrir o governo.

Em sua postagem, o presidente atacou especificamente o Politico, alegando que o veículo teria recebido uma "assinatura ilegal e ridícula" de US$ 8 milhões durante a gestão de Joe Biden, caracterizando o montante como um subsídio para manter a empresa em operação. O Politico, por sua vez, opera sob modelos de assinaturas corporativas e governamentais que são práticas comuns no mercado de mídia. Trump também aproveitou o anúncio para ameaçar outros veículos de comunicação, sugerindo que mais proibições poderiam ocorrer caso a cobertura jornalística continue a desagradá-lo.

A medida gera preocupações imediatas sobre a liberdade de imprensa e o acesso à informação oficial. Especialistas jurídicos apontam que a decisão pode enfrentar contestações judiciais baseadas na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege o direito à livre expressão e o trabalho da imprensa. O histórico recente reforça esse cenário, visto que uma tentativa anterior de restringir o acesso da Associated Press foi julgada por um tribunal federal em abril de 2025 como uma violação dos direitos constitucionais, estabelecendo um precedente que pode ser utilizado contra a nova ordem de Trump.

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