Goldman Sachs avalia resiliência de mineradoras frente a custos
Análise aponta que Vale é mais resiliente a altas de frete e petróleo, enquanto CSN Mineração e Usiminas enfrentam maiores pressões operacionais.
Pontos principais
- Vale possui 75% das exportações protegidas por contratos logísticos de longo prazo.
- CSN Mineração tem alta exposição ao mercado spot, com risco de EBITDA negativo em 2027.
- Custo marginal global do minério de ferro atingiu US$ 95 por tonelada.
- Usiminas mantém operação de mineração sob pressão, sendo sustentada pelo negócio de aço.
Relatório do Goldman Sachs indica que a volatilidade nos preços de frete marítimo e petróleo impacta de maneira desigual as mineradoras e siderúrgicas brasileiras. A Vale destaca-se como a empresa mais resiliente do setor, beneficiando-se de contratos de longo prazo e de um hedge de 70% em sua exposição ao petróleo, o que mitiga os efeitos da inflação de custos globais.
Em contrapartida, a CSN Mineração apresenta maior vulnerabilidade devido à sua dependência do mercado spot, enfrentando riscos de rentabilidade a longo prazo. Paralelamente, a Usiminas lida com desafios em suas operações de mineração, embora o desempenho do braço siderúrgico compense parte das dificuldades. O cenário é agravado pela elevação do custo marginal global do minério de ferro para US$ 95 por tonelada, pressionado pela logística e pela queda nos teores metálicos das minas.
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