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Mark Carney defende adesão do Canadá como membro associado da União Europeia

O primeiro-ministro canadense discursou no Parlamento Europeu em defesa de uma aliança estratégica, ignorando ameaças de tarifas feitas pelo governo Trump.

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Foto: Politico White House
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17/09 às 08:15, atualizado 19:32

Pontos principais

  • Mark Carney discursou no Parlamento Europeu sobre a proposta de tornar o Canadá o primeiro membro associado da UE.
  • O primeiro-ministro defendeu a parceria como uma aliança para o futuro baseada em valores democráticos compartilhados.
  • A proposta abrange cooperação em minerais críticos, exportação de GNL, segurança em IA e serviços financeiros.
  • O presidente Donald Trump classificou a iniciativa como um ato hostil e ameaçou impor tarifas severas ao bloco europeu.
  • Carney afirmou que a integração econômica está sendo usada como arma, em referência indireta às tensões comerciais com os EUA.
  • O ministro da Europa da França, Benjamin Haddad, declarou que os EUA não possuem poder de veto sobre decisões políticas da UE.
  • Pesquisas citadas pelo governo canadense indicam apoio majoritário da população ao estreitamento de laços com a Europa.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, discursou nesta quinta-feira no Parlamento Europeu para formalizar o interesse do país em se tornar o primeiro membro associado da União Europeia. Durante sua fala, Carney destacou que a iniciativa visa fortalecer democracias diante de um cenário global de incertezas e fraturas no sistema internacional. O plano de cooperação inclui áreas estratégicas como a exploração de minerais críticos, o fornecimento de GNL e hidrogênio, além de protocolos conjuntos para a segurança em inteligência artificial e a integração de serviços financeiros.

A proposta, contudo, enfrenta forte resistência da administração de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos classificou a possível associação como um ato hostil e ameaçou impor tarifas pesadas sobre produtos europeus caso o acordo avance. Em resposta, o governo canadense argumenta que a aliança não busca criar um bloco rival, mas sim diversificar suas parcerias comerciais, especialmente em um momento em que as exportações canadenses para os EUA registraram queda de 6,6% em julho.

Autoridades europeias reagiram às ameaças de Washington reafirmando a autonomia do bloco. O ministro da Europa da França, Benjamin Haddad, enfatizou que os Estados Unidos não possuem poder de veto sobre as decisões políticas da União Europeia. Embora o entusiasmo tenha sido evidente entre os parlamentares presentes em Estrasburgo, os detalhes práticos sobre o que configurará o status de membro associado ainda permanecem sob análise, enquanto o Canadá busca reduzir sua dependência econômica histórica em relação ao mercado americano.

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