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Cantor gospel é acusado de tentar usar ONG para desviar verbas públicas

Gravações indicam que Samuel Modesto tentou usar uma ONG como fachada para receber emendas parlamentares da deputada estadual Edna Macedo.

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16/09 às 12:01

Pontos principais

  • O cantor Samuel Modesto propôs que a ONG JCPM recebesse verbas de emendas da deputada Edna Macedo para repassar à sua empresa.
  • A manobra visava contornar restrições legais que impedem empresas privadas de receberem emendas parlamentares diretamente.
  • A presidente da ONG, Eliete de Almeida Lima, recusou a proposta por receio de envolvimento em atos de corrupção.
  • Especialistas afirmam que o esquema fere o princípio da impessoalidade e configura desvio de finalidade de recursos públicos.

Gravações revelam que o cantor gospel Samuel Modesto articulou um esquema para utilizar a ONG Jesus Cristo Por Um Mundo Melhor (JCPM) como fachada para o recebimento de emendas parlamentares destinadas pela deputada estadual Edna Macedo. O objetivo seria repassar os valores públicos diretamente para a sua empresa, a SGM, contornando as normas da legislação paulista que limitam o repasse de verbas a entidades sem fins lucrativos.

A proposta foi rejeitada pela presidente da ONG, Eliete de Almeida Lima, após alertas sobre os riscos de ilegalidade, embora o vice-presidente da entidade tenha defendido a adesão ao plano. Especialistas em administração pública classificam a manobra como uma violação grave ao princípio da impessoalidade, configurando desvio de finalidade no uso de recursos públicos e levantando questionamentos sobre a fiscalização de emendas parlamentares no estado.

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