Morre aos 81 anos a ativista e defensora dos direitos humanos Amelinha Teles
Referência na luta contra a ditadura militar e pelos direitos das mulheres, Amelinha Teles faleceu nesta terça-feira aos 81 anos.
Pontos principais
- Amelinha Teles foi presa e torturada na Operação Bandeirantes em 1972.
- A ativista teve papel central na criação da Lei Maria da Penha.
- Seus filhos presenciaram a tortura dos pais enquanto mantidos sob custódia na Oban.
- Atuou na formação de Promotoras Legais Populares e em pesquisas sobre violações de direitos humanos.
A ativista política e feminista Amelinha Teles faleceu nesta terça-feira (15), aos 81 anos. Figura central na resistência à ditadura militar brasileira, ela foi presa em 1972 e submetida a torturas na Operação Bandeirantes (Oban), sob o comando de Carlos Alberto Brilhante Ustra. O episódio tornou-se um símbolo da violência estatal, especialmente pelo fato de seus filhos, Edson e Janaína, terem sido levados à unidade e forçados a presenciar as agressões contra os pais.
Além de sua trajetória na luta por memória e justiça, Amelinha deixou um legado fundamental na defesa dos direitos das mulheres no Brasil. Ela foi uma das articuladoras da Lei Maria da Penha e dedicou décadas à formação de Promotoras Legais Populares. Nos últimos anos, também contribuiu para investigações sobre a responsabilidade de empresas em violações de direitos humanos durante o regime militar, consolidando seu papel como uma das vozes mais importantes da sociedade civil brasileira.
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