Três anos após morte de Mãe Bernadete, família cobra justiça
O assassinato da liderança quilombola completa três anos com cobranças por julgamentos e maior proteção estatal aos defensores de direitos humanos.
Pontos principais
- Dois dos cinco acusados pelo crime já foram condenados pela Justiça.
- O julgamento dos outros três envolvidos está previsto para ocorrer em outubro.
- A Conaq alerta para a vulnerabilidade de lideranças quilombolas no Brasil.
- Dados indicam que dezenas de mulheres quilombolas sofreram ameaças ou foram mortas entre 2016 e 2024.
O assassinato de Mãe Bernadete completa três anos nesta semana, renovando as cobranças de familiares e movimentos sociais por celeridade no Judiciário. Enquanto dois dos acusados pelo crime já receberam condenação, a expectativa agora se volta para o julgamento dos outros três envolvidos, agendado para outubro. O caso tornou-se um símbolo da luta pela proteção de defensores de territórios no Brasil, com a família da ativista buscando na educação jurídica, através do neto Wellington Pacífico, uma forma de manter viva a demanda por justiça.
A relevância do caso transcende a esfera individual, sendo apontado pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) como um alerta para a fragilidade das lideranças rurais. Relatórios indicam que dezenas de mulheres quilombolas foram vítimas de violência ou ameaças na última década, reforçando a urgência por planos emergenciais de proteção estatal para garantir a segurança dessas comunidades.
Comentários
Carregando comentários...
