JPMorgan reduz preço-alvo da PagSeguro para US$ 10
O banco cortou projeções de lucro da PagSeguro citando juros elevados e concorrência acirrada no setor de adquirência.
Pontos principais
- O preço-alvo da ação foi reduzido de US$ 12 para US$ 10, mantendo a recomendação neutra.
- A projeção de lucro líquido recorrente para 2027 sofreu um corte de 8%, atingindo R$ 2,28 bilhões.
- O JPMorgan elevou a estimativa para a taxa Selic de 12,5% para 14%, pressionando os custos de captação.
- A concorrência no setor, incluindo a entrada de novos players como o BTG Pay, tem pressionado as taxas de transação.
- A empresa passou por mudanças na governança com a saída de Luis Frias da presidência do conselho em agosto.
- O lucro por ação ajustado para 2026 subiu para R$ 8,11, impulsionado por programas de recompra de ações.
O JPMorgan revisou suas projeções para a PagSeguro, citando um cenário macroeconômico mais desafiador no Brasil. A elevação da expectativa para a taxa Selic, agora projetada em 14%, reduz os ganhos financeiros que anteriormente beneficiavam o resultado da companhia, enquanto a intensificação da concorrência no mercado de adquirência pressiona as margens das taxas cobradas por transação.
Além dos desafios operacionais, o banco aponta riscos na execução da estratégia de venda cruzada de crédito aos lojistas. Embora o valuation da empresa seja considerado pouco exigente, o cenário de juros altos por mais tempo e a disputa por market share, agravada pela presença de novos competidores como o BTG Pay, levaram a uma recalibragem das expectativas de lucro para os próximos dois anos.
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