Estudo alerta para alta agressividade de melanomas fora da pele
Pesquisa da Fundação do Câncer aponta que melanomas em mucosas e olhos são mais letais e enfrentam barreiras de acesso a tratamentos no SUS.
Pontos principais
- Melanomas extracutâneos, como em olhos e mucosas, apresentam maior agressividade e risco de metástase.
- Estudo analisou 42.255 casos, sendo 92,2% cutâneos, 5,7% oculares e 2,5% de mucosa.
- Cirurgias representaram 84,7% dos tratamentos de melanoma de pele entre 2014 e 2023 no Brasil.
- Alto custo de imunoterapias como nivolumabe e pembrolizumabe dificulta o acesso via SUS.
- Ministério da Saúde avalia ampliar a Assistência Farmacêutica em Oncologia para novas tecnologias.
Um novo estudo realizado pela Fundação do Câncer revela que o melanoma pode se manifestar em estruturas extracutâneas, como olhos e mucosas, apresentando um perfil clínico mais agressivo e letal do que as formas cutâneas tradicionais. A pesquisa, que analisou mais de 42 mil casos, reforça que o diagnóstico precoce e o acesso rápido a terapias especializadas são determinantes para aumentar as chances de cura dos pacientes.
Embora a cirurgia continue sendo o tratamento predominante para o melanoma de pele no Brasil, o acesso a medicamentos de ponta, como a imunoterapia, ainda enfrenta desafios significativos no sistema público. O alto custo de fármacos como nivolumabe e pembrolizumabe limita a oferta aos pacientes do SUS, levando o Ministério da Saúde a discutir a expansão do programa de Assistência Farmacêutica em Oncologia para incorporar novas tecnologias e reduzir as desigualdades no tratamento oncológico.
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