Setembro registra recorde histórico de chuvas em São Paulo
Capital paulista supera recorde de 1943 e estado permanece sob alerta de tempestades, com riscos de alagamentos e deslizamentos de terra.
Pontos principais
- O acumulado de chuva no Mirante de Santana atingiu 253,8 mm, superando o recorde de 243,1 mm de 1983.
- O volume registrado é três vezes superior à média climatológica esperada para todo o mês de setembro.
- O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alertas laranja e amarelo para o estado devido ao risco de tempestades.
- Especialistas apontam a influência do fenômeno El Niño como o principal motor para o volume atípico de precipitações.
- Solo encharcado eleva o risco de deslizamentos e alagamentos, com autoridades reforçando o monitoramento em áreas vulneráveis.
O mês de setembro de 2026 tornou-se o mais chuvoso na capital paulista desde o início dos registros históricos em 1943. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a estação do Mirante de Santana acumulou 253,8 mm de precipitação até a manhã desta segunda-feira, um volume que já é três vezes superior à média climatológica esperada para todo o mês. Especialistas meteorológicos associam a intensidade das chuvas à influência do fenômeno El Niño, que tem provocado instabilidade constante em diversas regiões do estado.
Diante do cenário, o estado de São Paulo permanece sob alertas de perigo e perigo potencial devido à continuidade das tempestades. A Defesa Civil estadual mantém monitoramento constante na faixa leste e em áreas do sul paulista, onde o solo encharcado eleva significativamente o risco de deslizamentos de terra, quedas de árvores e alagamentos. As autoridades orientam a população a evitar áreas de risco e buscar auxílio imediato pelos números 199 ou 193 caso identifiquem sinais de perigo.
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