Eletricista nega gestão de ONG que movimentou R$ 83 milhões
Vanderlei Magalhães Natividade afirma ter apenas cedido seus dados para a criação do Instituto Conhecer Brasil, alvo de investigação da PF.
Pontos principais
- Vanderlei Magalhães Natividade consta como tesoureiro do Instituto Conhecer Brasil, entidade com contratos na Prefeitura de São Paulo.
- A defesa alega que o eletricista cedeu seus dados há 12 anos a pedido de sua prima, Karina da Gama, sem exercer funções administrativas.
- A Polícia Federal apura a movimentação de R$ 83 milhões realizada pelo instituto no período de um ano.
- O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou mandados de busca e apreensão contra o investigado.
- A defesa de Karina da Gama recorreu ao STF para questionar procedimentos da operação policial.
O eletricista Vanderlei Magalhães Natividade, apontado como tesoureiro do Instituto Conhecer Brasil, declarou à Justiça que nunca exerceu funções administrativas ou movimentou recursos na entidade. Segundo sua defesa, ele apenas forneceu seus dados pessoais há 12 anos a pedido de sua prima, Karina da Gama, para a formalização da organização. O instituto, que possui contratos com a Prefeitura de São Paulo, é alvo de uma investigação da Polícia Federal que apura a movimentação atípica de cerca de R$ 83 milhões em um ano.
O caso ganhou repercussão após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizar mandados de busca e apreensão contra Natividade. Enquanto a investigação prossegue para esclarecer a origem e o destino dos valores, a defesa de Karina da Gama apresentou uma reclamação constitucional ao STF para contestar aspectos da operação. A apuração busca determinar se houve uso indevido de nomes de terceiros para ocultar a gestão real dos recursos públicos.
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