Ataque a cargueiro iraniano no Estreito de Ormuz mata um tripulante
A reunião entre Irã e países do Golfo para criar um corredor marítimo temporário foi adiada, e o Brent subiu rumo a US$107 o barril.
Pontos principais
- Um cargueiro iraniano foi atingido na madrugada de 13 de setembro ao largo da ilha de Qeshm, matando um tripulante e ferindo quatro.
- Autoridades iranianas atribuíram o ataque a um 'inimigo terrorista'.
- A reunião prevista para segunda-feira entre Irã e países do Golfo, para criar um corredor marítimo temporário, foi adiada.
- O Irã planeja uma reunião regional de chanceleres em Omã para discutir a gestão conjunta do estreito.
- Teerã condiciona qualquer reabertura plena da via marítima ao fim do bloqueio americano; o tráfego comercial segue escasso.
- Os Houthis disseram ter feito ataque coordenado com mísseis balísticos e drones contra a base de Sharurah, no sul da Arábia Saudita.
- O petróleo Brent subiu na segunda-feira rumo a US$107 o barril, após alta de quase 9% na semana anterior.
O ataque dos Houthis, anunciado pelo porta-voz militar Yahya Saree, teve como alvo depósitos de armas e instalações de comando, e o grupo alertou que fará ataques mais profundos se as operações sauditas continuarem. A Defesa Civil da Arábia Saudita informou no sábado que um projétil caiu na província de Al-Tuwal, na região sudoeste de Jazan, ferindo duas pessoas. Riad não respondeu oficialmente à reivindicação.
Os Houthis controlam integralmente a parte ocidental da província de Al-Hudaydah e avançaram pelo oeste da província de Taiz. O grupo capturou a cidade costeira estratégica de Mokha e seu porto no Mar Vermelho, o que os coloca a distância de ataque do Estreito de Bab el-Mandeb.
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