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Ministro da Segurança da China alerta para riscos da IA à estabilidade política

Chen Yixin aponta que a inteligência artificial é usada por forças hostis em guerras cognitivas e ameaça a segurança nacional e ideológica da China.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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14/09 às 03:15, atualizado 11:33

Pontos principais

  • O ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, classificou a IA como um risco à segurança política, institucional e ideológica do país.
  • O governo chinês identifica o uso de deepfakes e conteúdo gerado por IA como ferramentas de guerra cognitiva por forças estrangeiras.
  • Dados oficiais indicam que, até junho de 2026, produtos de IA na China alcançaram 500 milhões de usuários e 140 trilhões de tokens processados por dia.
  • O Ministério da Segurança do Estado destaca que a tecnologia pode comprometer defesas cibernéticas e a estabilidade social.
  • A posição oficial chinesa reflete uma preocupação crescente com o potencial uso de avanços tecnológicos contra a soberania nacional.
  • O alerta ocorre em um momento de debate global sobre a governança da IA e a necessidade de controle humano sobre modelos avançados.

Em artigo publicado na revista oficial 中国网信 em agosto de 2026, o ministro da Segurança do Estado da China, Chen Yixin, elevou o tom sobre os perigos da inteligência artificial. Segundo o ministro, a tecnologia tornou-se o motor central de uma nova revolução, mas traz riscos críticos à segurança nacional, incluindo a possibilidade de forças hostis utilizarem deepfakes e conteúdo gerado por IA para disseminar boatos e travar guerras cognitivas contra o país.

O documento detalha que a escala do uso da tecnologia na China é vasta, registrando mais de 500 milhões de usuários e o processamento de 140 trilhões de tokens por dia até junho de 2026. Para as autoridades chinesas, esse cenário exige a criação de barreiras de segurança robustas, visando proteger a estabilidade política, social e ideológica contra ameaças que, segundo o governo, buscam minar a ordem institucional através de confrontos cibernéticos disruptivos.

Embora Pequim tenha criticado anteriormente o que classifica como alarmismo ocidental sobre o desenvolvimento da IA, o posicionamento do Ministério da Segurança do Estado sinaliza uma mudança estratégica para o controle interno. A preocupação chinesa alinha-se a alertas internacionais de pesquisadores sobre a perda de controle humano em modelos avançados, colocando a governança tecnológica no centro das discussões de segurança nacional antes de encontros diplomáticos de alto nível, como a reunião entre o presidente Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Fonte primária

Chen Yixin (陈一新) / 中国网信 (via 安全内参)

全面筑牢人工智能安全屏障 推动人工智能健康有序发展

Em artigo assinado publicado na revista 中国网信 (edição de agosto/2026), o ministro da Segurança do Estado da China, Chen Yixin, afirma que a IA já é o 'motor central' da nova revolução tecnológica e elenca seis riscos à segurança nacional: (1) impacto sistêmico no ambiente de segurança política, com forças hostis usando deepfakes e conteúdo gerado por IA para espalhar boatos e guerra cognitiva — ele cita que até junho de 2026 os produtos de IA chineses somavam mais de 500 milhões de usuários e 140 trilhões de tokens processados por dia; (2) escalada disruptiva do confronto cibernético, citando os modelos 'Claude Mythos' e 'GPT-5.5-Cyber' de empresas americanas como exemplos de IA que baixam o custo e a barreira técnica de ataques automatizados; (3) ampliação em escala do roubo de dados e vazamento de segredos, com agências de espionagem estrangeiras usando web scraping e perfilamento por IA, além de citar falhas do agente open-source 'Lobster' (龙虾); (4) monopolização que agrava o desequilíbrio tecnológico global, com países restringindo acesso a tecnologia de ponta sob pretexto de segurança nacional; (5) impacto estrutural na governança social, por vieses algorítmicos e dificuldade de atribuição de responsabilidade por decisões automatizadas; e (6) transformação da guerra, citando o conflito EUA-Israel-Irã como exemplo do uso militar de IA para inteligência, decisão e ataque de precisão. Como resposta, propõe sete medidas: liderança do Partido, coordenação interinstitucional, alerta antecipado de riscos, inovação tecnológica em chips e software-base, marco jurídico (incluindo a Lei de Segurança Cibernética e a Lei Antiespionagem), mobilização de propaganda e cooperação internacional.

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