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Jovens chineses resgatam legado de Mao Tsé Tung em meio a crise

O interesse de jovens chineses pela figura de Mao Tsé Tung cresce como forma de protesto contra a desigualdade e a pressão econômica atual.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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13/09 às 07:15, atualizado 14:45

Pontos principais

  • Obras de Mao Tsé Tung lideram empréstimos na Universidade de Tsinghua entre 2019 e 2025.
  • Jovens utilizam a retórica maoista para criticar o capitalismo e o regime de trabalho 996.
  • O fenômeno é impulsionado pelo desemprego juvenil e pela baixa mobilidade social na China.
  • O Partido Comunista Chinês mantém a avaliação oficial de 70% de acertos e 30% de erros sobre o líder.
  • O interesse ganha novo fôlego em 2026, ano que marca o cinquentenário da morte de Mao.

O interesse de jovens chineses pela figura de Mao Tsé Tung tem registrado um crescimento notável em plataformas digitais e ambientes acadêmicos. O livro 'Obras Selecionadas de Mao Tsé Tung' tornou-se a obra mais requisitada na Biblioteca da Universidade de Tsinghua nos últimos anos, refletindo uma busca por referências ideológicas em um cenário de insatisfação social. Esse movimento, que ganha evidência em 2026 ao completar 50 anos do falecimento do líder, é associado ao desemprego juvenil elevado e à percepção de desigualdade, levando parte da juventude a adotar a retórica maoista como contraponto à pressão por produtividade extrema.

Ao utilizarem termos como 'Mestre' para se referir a Mao, esses jovens expressam críticas diretas ao sistema capitalista e ao regime de trabalho conhecido como 996. Embora o Partido Comunista Chinês sustente uma avaliação oficial que equilibra conquistas e erros do legado maoista, a apropriação desses ideais pela nova geração sinaliza um descontentamento profundo com as atuais condições econômicas. O fenômeno destaca a busca por alternativas frente à falta de mobilidade social e aos desafios impostos pelo mercado de trabalho contemporâneo na China.

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