Iniciada em maio de 1966, a Revolução Cultural consolidou-se como um dos períodos mais conturbados e sombrios da história da China. Impulsionado pelo culto à personalidade de Mao Tsé-Tung, o movimento incentivou a juventude, organizada na Guarda Vermelha, a promover expurgos sistemáticos contra opositores e a destruir os chamados 'Quatro Velhos'. Essa mobilização resultou em violência generalizada, humilhações públicas e a destruição de vasto patrimônio cultural, reconfigurando profundamente a estrutura social chinesa ao longo de uma década de instabilidade interna. O período de maior radicalismo estendeu-se até 1969, embora a campanha tenha perdurado oficialmente até a morte de Mao, em 1976. Após esse ciclo, o Partido Comunista Chinês processou a 'Gangue dos Quatro' e iniciou uma transição para a abertura econômica sob a liderança de Deng Xiaoping. Ao completar 60 anos, o evento é analisado como um marco que moldou a trajetória política e social do país, sendo fundamental para compreender as dinâmicas de poder e a governança na China contemporânea.
Folha de São Paulo - Mundo • 17 mai, 17:33
G1 Mundo • 17 mai, 14:51
BBC Brasil • 17 mai, 11:41
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