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IEA projeta queda na demanda de petróleo com fechamento de Ormuz em 2026

Agência Internacional de Energia prevê que o Estreito de Ormuz seguirá fechado em 2026, reduzindo drasticamente o consumo e a oferta global.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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11/09 às 06:15, atualizado 12:33

Pontos principais

  • A IEA classifica 2026 e 2027 como um período perdido para o crescimento da demanda global por petróleo.
  • O consumo mundial deve cair 2,5 milhões de barris por dia, enquanto a oferta deve recuar 5,7 milhões.
  • O Estreito de Ormuz permanecerá fechado à navegação durante todo o ano de 2026 devido ao conflito regional.
  • Exportações de petróleo dos países do Golfo caíram para 13 milhões de barris por dia, metade do nível pré-guerra.
  • Preços do diesel nos EUA superam US$ 200 por barril diante da escassez de produtos refinados.

A Agência Internacional de Energia (IEA) divulgou um relatório pessimista sobre o mercado global de energia, projetando uma queda acentuada na demanda e na oferta de petróleo para 2026. Segundo a entidade, o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais críticas para o transporte da commodity, permanecerá fechado durante todo o restante do ano devido ao cenário de guerra na região. O impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã impede a normalização dos fluxos, adiando qualquer expectativa de recuperação para 2027.

O impacto dessa interrupção é severo, com a IEA estimando uma redução de 2,5 milhões de barris por dia no consumo mundial e uma queda de 5,7 milhões de barris na oferta total. A escassez de produtos refinados, como o diesel, tornou-se um ponto crítico, elevando os preços nos Estados Unidos para patamares superiores a US$ 200 por barril. Com as exportações dos países do Golfo operando atualmente na metade dos níveis registrados antes do início do conflito, a agência alerta que o setor enfrenta um período de estagnação prolongada.

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