Correios negociam empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados
A estatal busca R$ 7 bilhões em crédito com aval do Tesouro Nacional para cobrir prejuízos acumulados e reforçar o caixa.
Pontos principais
- O empréstimo de R$ 7 bilhões será contratado junto ao Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan.
- A operação conta com o Tesouro Nacional como avalista e prazo de pagamento de 15 anos.
- A estatal registrou prejuízos de R$ 8,5 bilhões em 2025 e R$ 5,5 bilhões no primeiro semestre de 2026.
- O governo federal prevê um aporte adicional de R$ 6 bilhões via Orçamento para a empresa em 2026.
Os Correios preveem assinar na próxima semana um contrato de empréstimo no valor de R$ 7 bilhões com um consórcio formado pelos bancos Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan. A operação conta com o Tesouro Nacional como avalista, garantindo o pagamento da dívida em caso de inadimplência, e estabelece um prazo de 15 anos com três anos de carência, sob uma taxa de 114,26% do CDI.
A medida visa sanar o desequilíbrio financeiro da estatal, que acumulou prejuízos de R$ 8,5 bilhões em 2025 e R$ 5,5 bilhões apenas no primeiro semestre de 2026. Além do crédito bancário, o governo federal planeja realizar um aporte direto de R$ 6 bilhões na companhia ainda este ano por meio do Orçamento, buscando estabilizar as operações da empresa diante dos resultados negativos recorrentes.
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