Arizona processa L’Oréal por ocultar riscos de câncer em alisantes
O estado do Arizona abriu um processo contra a L’Oréal, alegando que a empresa omitiu riscos de câncer associados ao uso de alisantes capilares.
Pontos principais
- O Arizona é o primeiro estado a processar a L’Oréal por supostos riscos de câncer de ovário e útero ligados a seus produtos.
- A procuradora-geral Kristin Mayes acusa a companhia de violar leis de proteção ao consumidor.
- Os produtos em questão são utilizados predominantemente por mulheres afro-americanas.
- A ação busca reparações financeiras e penalidades civis contra a gigante do setor de cosméticos.
O estado do Arizona formalizou uma ação judicial contra a L’Oréal, tornando-se o primeiro ente federativo dos Estados Unidos a processar a multinacional por supostos riscos de câncer relacionados a seus alisantes de cabelo. A procuradora-geral Kristin Mayes sustenta que a empresa violou leis de proteção ao consumidor ao ocultar evidências científicas que ligariam o uso prolongado desses produtos ao desenvolvimento de câncer de ovário e de útero. Segundo a acusação, a falha em emitir alertas adequados colocou em risco a saúde de milhares de usuárias, com um impacto desproporcional sobre mulheres afro-americanas.
Este processo soma-se a uma onda crescente de litígios movidos por consumidoras e seus familiares contra a indústria de cosméticos. A ação busca agora a aplicação de penalidades civis e a reparação pelos danos causados, elevando a pressão jurídica sobre a L’Oréal. A empresa ainda não detalhou sua estratégia de defesa, mas o caso reforça o escrutínio regulatório sobre a segurança de produtos químicos voltados para o cuidado capilar no mercado norte-americano.
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