Johnson & Johnson oferece US$ 5,5 bilhões para encerrar processos sobre talco
A empresa propôs um acordo de US$ 5,5 bilhões para resolver cerca de 69 mil ações judiciais que associam seus produtos à base de talco ao câncer de ovário.
Pontos principais
- O acordo totaliza US$ 5,5 bilhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 28,1 bilhões.
- A proposta visa encerrar cerca de 69 mil processos judiciais pendentes nos Estados Unidos.
- Os demandantes alegam que o talco da marca estaria contaminado e ligado ao desenvolvimento de câncer de ovário.
- A Johnson & Johnson nega as acusações e mantém que seus produtos são seguros e livres de amianto.
- Para ser efetivado, o acordo exige a adesão de escritórios de advocacia que representam 95% dos casos.
- A empresa descontinuou a venda de talco para bebês à base de talco mineral globalmente em 2022.
- O pagamento do montante seria distribuído ao longo dos próximos anos, com início previsto entre 2026 e 2027.
- A resolução busca mitigar riscos legais e financeiros de longo prazo para a companhia.
- A farmacêutica afirma que o acordo permitirá focar no desenvolvimento de novos medicamentos e dispositivos médicos.
- Apesar da proposta, a empresa ainda enfrenta litígios em outras jurisdições, como um processo coletivo no Reino Unido.
A Johnson & Johnson anunciou uma proposta de acordo de US$ 5,5 bilhões para encerrar a vasta maioria dos processos judiciais movidos nos Estados Unidos, que alegam que seus produtos à base de talco estariam associados ao desenvolvimento de câncer de ovário. A medida, que abrange cerca de 69 mil ações, representa uma tentativa estratégica da companhia de resolver um passivo jurídico que se arrasta por mais de uma década e que tem impactado significativamente sua imagem de mercado e operações financeiras. A empresa, contudo, continua a negar as alegações, reiterando que seus produtos são seguros e não contêm amianto. A oferta de US$ 5,5 bilhões, que equivale a cerca de R$ 28,1 bilhões, está condicionada à aceitação por parte dos escritórios de advocacia que representam 95% dos demandantes envolvidos. Caso o acordo seja ratificado, o pagamento será diluído ao longo dos próximos anos, com o cronograma de desembolso previsto para iniciar entre 2026 e 2027. A resolução é vista como um passo fundamental para que a farmacêutica possa encerrar as incertezas jurídicas que cercam o tema e concentrar seus recursos no desenvolvimento de novos medicamentos e dispositivos médicos. A crise envolvendo o talco mineral levou a empresa a descontinuar a venda do produto para bebês em escala global em 2022, substituindo-o por versões à base de amido de milho. Embora o acordo atual resolva a maior parte das pendências nos tribunais americanos, a Johnson & Johnson ainda lida com desafios legais em outras regiões, incluindo um processo coletivo iniciado no Reino Unido em 2025, o que demonstra que, apesar do avanço, a empresa ainda enfrenta um cenário de litígios complexo em nível internacional.
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