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Pesquisador deixa Anthropic por medo de perda de controle sobre IA

Jacob Coxon renunciou à Anthropic após três anos em pesquisa de pretraining na empresa e na OpenAI, alertando que ambas correm para uma superinteligência autoaperfeiçoável sem agir com responsabilidade.

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Foto: G1 - Economia
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08/09 às 21:01, atualizado 20/09 às 09:19

Pontos principais

  • Coxon anunciou a renúncia à Anthropic em 9 de setembro de 2026, após três anos em pesquisa de pretraining na própria empresa e na OpenAI.
  • Segundo ele, a OpenAI não internalizou plenamente os riscos civilizacionais da IA, enquanto a Anthropic os entende, mas está "presa numa corrida para chegar primeiro" por acreditar que nenhum outro laboratório agirá com responsabilidade.
  • Coxon diz que quem constrói IA teme, em privado, que ela possa matar toda a humanidade até o fim da década, embora suavize o discurso em público.
  • Ele descreve sistemas que em breve serão sobre-humanos, capazes de invadir qualquer sistema e acumular poder e recursos reais, e chama de "aposta hubrística" a decisão de entrar nesse "endgame" a partir do Slack de uma empresa privada.
  • Evan Hubinger, líder de equipe na Anthropic, admitiu que há um risco superior a 10% de danos fatais causados por IA nesta década.
  • Coxon se diz otimista quanto à coordenação entre laboratórios, citando o ataque à Hugging Face como um "tiro de alerta" que tornou mais viáveis acordos de ritmo entre empresas americanas.
  • Ainda assim, ele afirma não ver um caminho claro para evitar uma corrida global, o que pode exigir uma proibição temporária de avanços na capacidade dos modelos.

O pesquisador Jacob Coxon anunciou, em 9 de setembro de 2026, que renunciou à Anthropic, onde atuava, como também na OpenAI, havia três anos em pesquisa de pretraining. Segundo ele, nenhuma das duas empresas age com responsabilidade diante do que descreve como uma corrida rumo a uma superinteligência autoaperfeiçoável, "apostando com nossas vidas". Coxon afirma que sistemas em breve serão sobre-humanos, capazes de invadir qualquer sistema e acumular poder e recursos reais, e que quem constrói essas ferramentas teme, em privado, um risco de extinção até o fim da década, mesmo suavizando o discurso em público. Ele atribui a diferença de postura das duas empresas ao fato de a OpenAI não ter internalizado plenamente esse risco, enquanto a Anthropic o reconhece, mas se sente presa numa corrida para chegar primeiro, por acreditar que nenhum outro laboratório agirá com responsabilidade.

A preocupação de Coxon é compartilhada por outros especialistas dentro da própria Anthropic. Evan Hubinger, líder de equipe na companhia, reconheceu publicamente a plausibilidade de riscos existenciais, estimando que a probabilidade de sistemas de IA causarem danos graves à humanidade nesta década é superior a 10%. Coxon diz-se otimista quanto à coordenação entre laboratórios, citando o ataque à Hugging Face como um tiro de alerta que tornou mais viáveis acordos de ritmo, mas afirma não ver um caminho claro para evitar uma corrida global, o que pode exigir uma proibição temporária de avanços na capacidade dos modelos. O debate ganha relevância em um momento em que a Anthropic se prepara para abrir capital na bolsa, intensificando o escrutínio sobre como a empresa equilibra a inovação tecnológica com a mitigação de riscos existenciais.

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