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OpenAI publica prova de Navier-Stokes gerada por 10 mil agentes

Sistema interno mais capaz que o GPT-6 Astra chegou ao resultado em 88 horas; rodar o mesmo problema como cliente custaria US$15 milhões.

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09/09 às 09:00

Pontos principais

  • Em 8 de setembro de 2026 a OpenAI publicou uma prova de que as equações de Navier-Stokes podem desenvolver singularidade em tempo finito.
  • A empresa propôs a grupos de agentes separados as variantes "A" e "B" do problema, que levariam a uma prova de regularidade, e "C" e "D", que levariam à prova de que a singularidade ocorre; foi o grupo de "C" e "D" que chegou ao resultado.
  • O grupo operou na casa de 10 mil agentes simultâneos e chegou à resolução no sábado, 5 de setembro, cerca de 88 horas após o lançamento.
  • Antes de se concentrar em Navier-Stokes, cerca de 100 agentes levaram por volta de 50 horas para provar que a versão não forçada das equações de Euler (o limite de Navier-Stokes sem viscosidade) também desenvolve singularidade; foi esse resultado que levou a empresa a redirecionar os agentes para o problema maior.
  • A formalização e a verificação em Lean levaram mais 17 horas, feitas com o GPT-6 Astra.
  • Somando todos os problemas atacados, os agentes trocaram 4,9 milhões de mensagens e consumiram cerca de 300 bilhões de tokens de output.
  • Só Navier-Stokes respondeu por 2,7 milhões de mensagens e aproximadamente 130 bilhões de tokens de output.
  • O treinamento do modelo interno, cujo nome não foi revelado, começou em 28 de agosto.
  • O resultado trata das equações de Navier-Stokes 3D forçadas, que não atendem aos critérios do Clay Mathematics Institute.

O problema de existência e suavidade de Navier-Stokes é um dos Problemas do Prêmio Millennium, e o prêmio de US$1 milhão segue sem ser reivindicado. A OpenAI diz que não pretende pleiteá-lo: apresenta o trabalho como demonstração da capacidade do modelo, já que o resultado cobre a versão forçada em 3D das equações, fora dos critérios do Clay Mathematics Institute.

A cronologia importa para a disputa de proveniência. Em 1º de setembro, ao ouvir rumores de que dois Problemas do Milênio tinham sido resolvidos, a OpenAI despachou grupos de agentes sobre os problemas restantes. Depois de concluir a prova e a verificação em Lean, em 6 de setembro, a empresa procurou Levent Alpöge e Tristan Buckmaster para propor um anúncio conjunto, supondo que a dupla também tivesse resolvido Navier-Stokes; só então soube que o resultado deles era sobre as equações de Euler forçadas, um problema distinto. A OpenAI afirma que seus pesquisadores e agentes não viram o trabalho da dupla até a divulgação pública, mas admite que "não pode descartar que dados desidentificados derivados do uso que eles fizeram de seus produtos tenham ajudado a melhorar seus modelos".

Fonte primária

OpenAI

On the Navier–Stokes Millennium Prize Problem

OpenAI publica prova analítica e formalização em Lean, produzidas por um sistema interno de agentes, mostrando que um fluido tridimensional incompressível inicialmente suave e em repouso, sujeito a uma força externa suave, pode desenvolver uma singularidade (velocidade não limitada) em tempo finito, com energia sempre finita — resolvendo os enunciados "C" (e "D") da formulação oficial do problema do Milênio. A solução é um vórtice que se contrai e se alonga em espiral até a formação da singularidade. O esforço começou em 1º/set/2026 após rumores de que dois problemas do Milênio teriam sido resolvidos; cerca de 10 mil agentes concorrentes, usando um modelo interno mais capaz que o GPT-6 Astra, trocaram 2,7 milhões de mensagens e geraram ~130 bilhões de tokens de saída ao longo de 88 horas até chegar à resolução, em 5/set, seguida de 17 horas de formalização e verificação em Lean via GPT-6 Astra. A OpenAI afirma não ter tido acesso, por qualquer meio, ao trabalho de Levent Alpöge (Anthropic) e Tristan Buckmaster (NYU) — que resolveram concorrentemente o problema de Euler forçado — antes da divulgação pública deles, e reconhece a prioridade da dupla nesse resultado distinto. A empresa declara não pretender reivindicar o prêmio de US$ 1 milhão do Clay Mathematics Institute, tratando o resultado como demonstração do ritmo de progresso de seus modelos, não como um marco definitivo.

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