Morre Zélia Amador de Deus, ícone da luta antirracista no Pará
A professora emérita da UFPA e ativista Zélia Amador de Deus faleceu aos 74 anos, deixando um legado central na defesa dos direitos quilombolas.
Pontos principais
- Zélia Amador de Deus faleceu aos 74 anos em Belém, no Pará.
- Foi fundadora do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa).
- Atuou como vice-reitora da UFPA entre 1993 e 1997.
- Liderou a implementação de cotas raciais e processos seletivos para quilombolas no ensino superior.
A ativista e pesquisadora Zélia Amador de Deus faleceu aos 74 anos em Belém, consolidando uma trajetória de décadas dedicada ao combate ao racismo e à defesa dos direitos das comunidades quilombolas na Amazônia. Nascida em Soure, na Ilha do Marajó, em 1951, ela foi uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), tornando-se uma das vozes mais influentes do movimento negro na região. Sua atuação acadêmica na Universidade Federal do Pará (UFPA), onde foi vice-reitora entre 1993 e 1997 e recebeu o título de professora emérita em 2019, foi fundamental para a institucionalização de políticas de inclusão. Zélia foi pioneira na luta pela implementação de cotas raciais e pela criação de processos seletivos especiais para estudantes quilombolas, garantindo o acesso e a permanência dessas populações no ensino superior brasileiro.
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