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Morre aos 100 anos Elza Berquó, pioneira da demografia no Brasil

A demógrafa e estatística Elza Berquó, referência em estudos populacionais e direitos reprodutivos, faleceu em São Paulo aos 100 anos.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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16/07 às 21:30

Pontos principais

  • Elza Berquó foi uma figura central na demografia brasileira, com formação em matemática e estatística.
  • Participou da fundação do Cebrap durante a ditadura militar e foi uma das criadoras do Nepo-Unicamp.
  • Presidiu a Comissão Nacional de População e Desenvolvimento, promovendo políticas públicas baseadas em evidências.
  • Sua trajetória foi marcada pelo rigor acadêmico e pelo compromisso com os direitos humanos e reprodutivos.

A demógrafa Elza Berquó faleceu em São Paulo aos 100 anos, deixando um legado fundamental para a ciência brasileira. Reconhecida como a 'mãe da demografia brasileira', Berquó utilizou sua formação em matemática e estatística para transformar a análise populacional no país, defendendo sempre o uso de evidências na formulação de políticas públicas. Sua atuação foi decisiva para a criação de instituições de pesquisa de prestígio, como o Cebrap e o Nepo-Unicamp, onde ajudou a consolidar o rigor acadêmico na área.

Além de sua contribuição científica, Berquó destacou-se por seu ativismo em prol dos direitos humanos e reprodutivos. À frente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento, ela influenciou debates cruciais sobre o planejamento familiar e a estrutura social brasileira. Sua morte é lamentada por acadêmicos e instituições, que ressaltam a importância de sua obra para a compreensão das dinâmicas demográficas nacionais.

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