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Inflação ao consumidor e ao produtor acelera na China em agosto

A inflação chinesa subiu pela primeira vez desde abril, impulsionada pelo aumento nos custos de energia e alimentos, superando as expectativas do mercado.

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Foto: InfoMoney
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08/09 às 23:15, atualizado 09/09 às 10:03

Pontos principais

  • O índice de preços ao consumidor (CPI) avançou 0,8% em agosto na comparação anual.
  • A inflação ao produtor (PPI) subiu 3,8%, superando a previsão de 3,6% dos analistas.
  • O aumento nos custos de energia, influenciado pelo conflito no Oriente Médio, foi o principal motor da alta.
  • O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como energia e alimentos, registrou alta de 1%.
  • A aceleração marca a primeira subida do CPI chinês desde o mês de abril.
  • Economistas da Capital Economics projetam que a inflação ao consumidor deve arrefecer no próximo ano.

A China registrou uma aceleração nos seus indicadores de inflação em agosto, marcando a primeira alta no índice de preços ao consumidor desde abril. O movimento foi impulsionado principalmente pelo encarecimento dos custos de energia, reflexo direto das tensões geopolíticas no Oriente Médio que impactaram a oferta global. Além do consumidor final, o índice de preços ao produtor também apresentou desempenho superior ao esperado, atingindo 3,8% no acumulado de 12 meses, superando a estimativa de 3,6% projetada pelo mercado.

O cenário reflete uma pressão inflacionária disseminada, com o núcleo da inflação — que desconsidera itens voláteis como alimentos e energia — avançando 1%. Apesar do dado atual, analistas da Capital Economics mantêm uma visão cautelosa para o médio prazo, projetando que a inflação ao consumidor deve retomar uma trajetória de queda no próximo ano. Paralelamente, existe a expectativa de que os preços ao produtor possam retornar ao campo da deflação, caso as pressões sobre as cadeias de suprimentos e os custos de commodities se estabilizem nos próximos meses.

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