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Falha no controle aéreo causa cancelamento de mais de 1.750 voos no Reino Unido

Após falha técnica no sistema da NATS, voos no Reino Unido são retomados gradualmente enquanto o governo exige explicações sobre o colapso que afetou milhares de passageiros.

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Foto: NYTimes World
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09/09 às 04:45, atualizado 10:15

Pontos principais

  • Falha técnica no sistema da National Air Traffic Services (NATS) causou o cancelamento de cerca de 1.750 a 2.000 voos na terça-feira.
  • Aeroportos de Heathrow, Gatwick, Luton e Stansted foram os mais impactados pela interrupção.
  • O governo britânico convocou o diretor da NATS, Martin Rolfe, para prestar esclarecimentos sobre o incidente.
  • Companhias como Ryanair e Wizz Air criticaram a gestão da NATS e pediram a reconsideração do cargo de seu diretor.
  • A NATS descartou a possibilidade de um ataque cibernético como a causa da falha no sistema.
  • O sistema já foi restabelecido, mas o acúmulo de passageiros e voos suspensos continua afetando a malha aérea na quarta-feira.
  • Aeroportos orientam passageiros a verificarem o status de seus voos devido aos impactos em cadeia na operação.

Uma falha técnica no sistema da National Air Traffic Services (NATS) provocou um colapso no tráfego aéreo do Reino Unido, resultando no cancelamento de mais de 1.750 voos na última terça-feira. O incidente gerou um efeito cascata que se estendeu pela quarta-feira, com a suspensão de centenas de outras operações e atrasos significativos, afetando os principais aeroportos britânicos, como Heathrow, Gatwick, Luton e Stansted. Embora a NATS tenha descartado a hipótese de um ataque cibernético e confirmado a resolução do problema, a normalização completa dos voos permanece lenta devido à necessidade de reposicionamento de aeronaves e tripulações em toda a rede.

O episódio desencadeou forte pressão política e críticas do setor aéreo. A ministra dos Transportes, Heidi Alexander, convocou o diretor da NATS, Martin Rolfe, para uma reunião de emergência a fim de prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. Paralelamente, companhias aéreas como Ryanair e Wizz Air manifestaram publicamente seu descontentamento com a gestão da entidade, chegando a questionar a permanência de Rolfe no cargo. O caso destaca a vulnerabilidade da infraestrutura aérea do país e a complexidade logística envolvida na recuperação de serviços após interrupções sistêmicas de grande escala, com aeroportos orientando que passageiros verifiquem o status de seus voos antes de se deslocarem aos terminais.

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