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Preço do petróleo Brent se aproxima de US$ 100 após ataques na Arábia Saudita

Ataques a instalações energéticas no sul da Arábia Saudita interromperam operações e elevaram o preço do barril de petróleo a patamares próximos de US$ 100.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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08/09 às 06:15, atualizado 17:32

Pontos principais

  • O petróleo Brent atingiu US$ 98,13 por barril, enquanto o WTI avançou para US$ 93,25.
  • O Ministério da Energia da Arábia Saudita confirmou ataques a infraestruturas no sul do país na terça-feira, 8 de setembro de 2026.
  • Ações de militantes houthis, alinhados ao Irã, causaram incêndios e a paralisação temporária de operações em quatro cidades.
  • Mais de 70 pessoas ficaram feridas durante a onda de ataques, segundo relatos de autoridades locais.
  • A interrupção ocorre em um cenário de restrições no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, que opera com metade da capacidade anterior.
  • Analistas do Goldman Sachs e HSBC elevaram projeções de preços para 2026 e 2027 devido à expectativa de dificuldades prolongadas no transporte marítimo.

Os preços globais do petróleo registraram forte alta nesta terça-feira, 8 de setembro de 2026, com o barril do tipo Brent aproximando-se da marca de US$ 100. O movimento foi impulsionado por uma série de ataques realizados por militantes houthis contra instalações energéticas no sul da Arábia Saudita. Segundo comunicado oficial do Ministério da Energia saudita, as ofensivas atingiram diversas infraestruturas críticas, provocando incêndios e forçando a interrupção temporária de operações em quatro cidades da região. Equipes de emergência foram mobilizadas para conter as chamas e avaliar a extensão dos danos, que deixaram mais de 70 feridos.

A escalada de tensões no Oriente Médio tem gerado preocupações severas sobre a segurança do abastecimento global. Além dos danos físicos às instalações da Saudi Aramco, o mercado monitora as restrições logísticas no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais vitais para o comércio de energia, cujo fluxo caiu para cerca de 50% dos níveis registrados antes do início do conflito. A Arábia Saudita tem buscado alternativas de exportação via Mar Vermelho para contornar o bloqueio, mas a instabilidade na região tem pressionado as cotações da commodity para cima.

Analistas de grandes instituições financeiras, como Goldman Sachs e HSBC, revisaram para cima suas estimativas de preço para os próximos anos, citando o risco de interrupções prolongadas no transporte marítimo até 2027. O cenário é agravado por um contexto macroeconômico complexo, que inclui sanções dos Estados Unidos ao setor de aviação do Irã e a persistente guerra na Ucrânia. Embora a demanda chinesa continue a pressionar a oferta, o mercado permanece cauteloso quanto aos efeitos da inflação global e possíveis ajustes nas taxas de juros, que limitam ganhos mais expressivos no curto prazo.

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