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Islândia convoca embaixador dos EUA após mapa publicado por Trump

O governo islandês protestou formalmente após o presidente Donald Trump compartilhar um mapa que exibia a Islândia sob a bandeira dos Estados Unidos.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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08/09 às 10:02 · atualizado 10:33

Pontos principais

  • O presidente Donald Trump publicou na rede social Truth um mapa com diversos países sob a bandeira americana.
  • A imagem incluía a Islândia, Canadá, México, Groenlândia e nações da América Central e Caribe.
  • A ministra das Relações Exteriores da Islândia, Thorgerdur Gunnarsdottir, convocou o embaixador Billy Long.
  • O governo islandês classificou a publicação como completamente inadequada.
  • A postagem ocorreu após a Comissão Europeia anunciar um investimento de 200 milhões de euros na Groenlândia.
  • Trump não forneceu explicações oficiais sobre o significado ou a origem da imagem publicada.

O governo da Islândia convocou o embaixador dos Estados Unidos, Billy Long, para prestar esclarecimentos após uma publicação do presidente Donald Trump na plataforma Truth Social. Na segunda-feira (7), o mandatário compartilhou um mapa que retratava diversos países e territórios, incluindo a Islândia, o Canadá, o México e a Groenlândia, cobertos pela bandeira norte-americana e identificados como parte dos 'Estados Unidos da América'. A ministra das Relações Exteriores islandesa, Thorgerdur Gunnarsdottir, formalizou o protesto, classificando o conteúdo da postagem como inadequado para as relações diplomáticas entre as nações. Até o momento, a Casa Branca não emitiu explicações sobre o objetivo da imagem. A repercussão ocorre em um momento de atenção internacional sobre a região do Ártico, intensificada após a Comissão Europeia anunciar um aporte de 200 milhões de euros para investimentos na Groenlândia. O interesse dos EUA em adquirir o território dinamarquês já havia sido manifestado por Trump em ocasiões anteriores, embora a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, tenha reiterado que a população local não deseja integrar o território americano.

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