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Produção de veículos no Brasil cresce 8,5% em 2026, mas depende de peças importadas

Embora a produção nacional tenha subido, a Anfavea alerta que o avanço é impulsionado por modelos montados com componentes importados.

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Foto: G1 - Economia
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08/09 às 11:45, atualizado 19:04

Pontos principais

  • A produção brasileira de veículos atingiu 271,2 mil unidades em agosto, maior volume desde 2019.
  • O acumulado de 2026 registra alta de 8,5% na fabricação nacional.
  • Cerca de dois terços do aumento da produção provêm de modelos montados em sistemas CKD e SKD.
  • Veículos eletrificados atingiram participação recorde de 24,4% nas vendas de agosto.
  • Importações da China lideram o mercado externo, enquanto exportações brasileiras caíram 22,9% no ano.

A indústria automobilística brasileira registrou um crescimento de 8,5% na produção acumulada em 2026, atingindo 271,2 mil unidades em agosto, o maior patamar mensal desde outubro de 2019. Apesar do desempenho positivo nos números totais, a Anfavea expressou preocupação com a composição desse crescimento. Segundo a entidade, aproximadamente dois terços do aumento da produção nacional derivam de veículos montados a partir de sistemas CKD (Completely Knocked Down) e SKD (Semi Knocked Down), que dependem majoritariamente de conjuntos de peças importadas, limitando o valor agregado localmente. O cenário é acompanhado por uma mudança na origem das importações, com a China consolidando-se como a principal fornecedora de veículos para o Brasil, registrando um salto de 109,9% nas vendas para o país. Em contrapartida, as exportações brasileiras enfrentam dificuldades, acumulando uma queda de 22,9% no ano, impactadas principalmente pela redução da demanda argentina. Paralelamente, o mercado interno mostra uma transformação no perfil de consumo, com os veículos eletrificados — incluindo híbridos e plug-in — alcançando uma fatia recorde de 24,4% das vendas totais em agosto. A alta participação desses modelos, que somaram 10,4% apenas em elétricos puros, reflete a crescente presença de marcas chinesas no território nacional, alterando a dinâmica competitiva do setor automotivo brasileiro.

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